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O atual cenário de produção de alimentos no mundo indica a relevância de ações que alteram as pesquisas em direção a um novo padrão de ciência e tecnologia. A crise energética e o impacto das mudanças climáticas globais na produtividade agrícola, os commodities brasileiros, a questão ambiental e os efeitos das sementes geneticamente modificadas na saúde pública, no meio ambiente e na economia são pautas cada vez mais constantes nos principais debates referentes ao futuro da produção agrícola do Brasil e do mundo.

Entre esses temas, um em particular tem tirado o sono de muitos especialistas: a perturbadora e polêmica teoria do Decrescimento Econômico.

Tal teoria foi concebida na década de 1970 pelo economista romeno Nicholas Georgescu-Roegen e baseia-se no fato de que não existe crescimento infinito em um mundo cujos recursos naturais são limitados. Isso implica uma necessidade de gestão racional dos recursos naturais do planeta que reduza consideravelmente o uso dos estoques naturais e, dessa forma, garanta a sobrevida das nossas futuras gerações.

Para um dos intelectuais formuladores do Decrescimento, Mildred Gustack, trata-se de “um termo que soa como uma ‘palavra projétil’, tamanho é o espanto da maioria das pessoas ao escutarem, verem ou lerem o termo. Afinal, estamos acostumados a ouvir frequentemente a importância e necessidade do crescimento econômico incessante. O conceito critica a ideia de que fora do sistema do crescimento não há saída. Um crescimento infinito em um planeta de recursos finitos é fisicamente impossível e ideologicamente absurdo”. (1)

A proposta dos defensores do Decrescimento é de um novo modelo econômico, oposto ao pensamento econômico dominante, no qual o crescimento econômico medido pelo PIB (Produto Interno Bruto), é considerado erroneamente como o responsável pela melhoria do nível de vida da população e um objetivo geral da sociedade.

Para que a civilização humana prospere sem causar mais danos à natureza, a necessidade de difundir conhecimentos e promover debates com profissionais expoentes no cenário mundial e nacional é de suma importância para uma formação sólida e crítica. Em um mundo atualmente marcado por transformações graves e inauditas, um novo paradigma econômico nos é proposto e nossa cooperação é de fundamental importância para que se possa organizar e contribuir para o conhecimento e para que sejam atingidas as demandas exigidas pela sociedade. Em que pesem os avanços da ciência e da técnica, um em cada sete seres humanos padece de fome crônica.

Estreitamente vinculada ao debate do decrescimento econômico, a produção de alimentos limpos aparece com centralidade neste seminário. Pensar outra forma de relacionar homem e natureza é imprescindível ao processo civilizatório, cujo curso atual encaminha-se a passos céleres para a agudização da barbárie.

(1) Extraído de: http://www.fbes.org.br/. Acessado em 10/10/2013.